Quem foi Padre Alberto

Nascido em 30 de outubro de 1884, em Ceprano (FR), na Itália, Padre Alberto era filho de Francisco Antonio Casavecchia e Lorenza D’Adessi. Foi batizado com o nome de Giuseppe (José) e, desde menino, mostrou interesse pela Congregação Passionista.
Professou seus votos religiosos em 31 de outubro de 1900, recebendo o nome de Alberto da Santa Cruz e foi ordenado padre em Airola, aos 21 de setembro de 1907. Já no ano de 1914, foi convocado para a guerra e, até o final de 1918, nela prestou o serviço hospitalar em Roma.
Em 22 de novembro de 1919, Padre Alberto, acolhendo as Ordens Superiores da Congregação Passionista, desembarca em terras brasileiras fixando residência na cidade de Bento Gonçalves, no santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pinto Bandeira/RS. De lá veio transferido para Colombo, onde foi Pároco de 1923 a 1939, por 16 anos.
 

Padre Alberto da Santa Cruz era de baixa estatura, corpulento, de peito amplo e possuía uma voz possante de notável sonoridade. Sua relação com o povo de Colombo sempre foi muito amistosa e, por isso, gozava de alta estima por parte da comunidade. Era muito democrático e envolvia o povo em todas as atividades que considerava necessárias para o bem e o progresso do município.
No início da década de 1940, com a chegada das Monjas Passionistas (religiosas enclausuradas) ao Brasil, Padre Alberto foi enviado a Botucatu/SP, onde construiu, com a comunidade local, o primeiro Mosteiro Passionista do Brasil. Em 1942, retornou a Curitiba e permaneceu por dois anos na Igreja do Cabral. De 1944 a 1947, assumiu novamente a Paróquia de Colombo.
Voltou ao Rio Grande do Sul, em 1949, para preparar a fundação do Seminário São Paulo da Cruz em Forqueta, Caxias do Sul. Posteriormente, entre os anos de 1955 e 1958 viveu em São Carlos/SP, retornando a Curitiba em 29 de dezembro de 1958, onde permaneceu até a sua morte, em 25 de fevereiro de 1961.
Obras em Colombo.


Dentre os inúmeros trabalhos em favor da comunidade colombense, Padre Alberto:

  • Provisionou Conselhos de Fábricas: da Igreja Matriz – Colombo; da Capela São Pedro – Capivari; da Capela Nossa Senhora da Saúde – Colônia Faria; da Capela Bom Jesus – Ressaca; da Capela do Divino Espírito Santo – Ribeirão das Onças; da Capela de São Sebastião – Poço Negro, entre outras;
  • construiu a escadaria da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário com corrimãos;
  • organizou o Cemitério local;
  • adquiriu bancos novos para a igreja;
  • trocou o assoalho da Igreja Matriz de madeira por ladrilho hidráulico;
  • adquiriu, na Itália, paramentos sacros (casulas, capas de asperges), ostensórios, cálices e o relógio da Igreja Matriz;
  • construiu a nova Casa Paroquial em estilo romano;
  • acolheu as Irmãs Passionistas e irmãs de São José em Colombo;
  • atendeu espiritualmente aos fiéis de Colombo e Bocaiúva do Sul;
  • remodelou a escadaria 20 anos após a construção da primeira, esta também idealizada por ele;
  • encaminhou ao seminário e ao convento um grande número de vocações religiosas.

Cabe ressaltar que, por esses e outros motivos, Padre Alberto foi condecorado na Itália com “Comenda” oferecida pelo Governo Italiano, um título concedido aos grandes expoentes daquele país em outras nações.

A homenagem
A escolha do nome de “Padre Alberto Casavecchia” para denominar nossa instituição se deve ao fato de ele ter sido uma figura marcante na formação da nossa cultura, promovendo entre os imigrantes italianos amor às suas origens e ao mesmo tempo levando-os a inovações nesta nova terra: o Brasil.
Como o primeiro projeto da Associação foi o auxílio na reconstrução da escadaria da Igreja Matriz, nosso intuito foi manter viva a figura do Padre Alberto na memória dos colombenses, já que foi sua a idealização das duas primeiras escadarias.
Com certeza, a presença deste ilustre sacerdote italiano na comunidade foi marcada por muita fé e muito trabalho e são esses os alicerces que, desde a chegada dos primeiros imigrantes, sustentam a nossa comunidade. Padre Alberto é o exemplo do imigrante que adotou o Brasil como sua pátria, mas não deixou de lado suas raízes culturais.